8 Destinos incríveis e menos conhecidos para ir no inverno

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Já que o frio resolveu dar as caras este ano, a melhor pedida é aproveitar. Seja com o ser amado, em turma, ou sozinho, existem vários destinos repletos de atividades interessantes. Com a proximidade das férias escolares, algumas cidades ficam naturalmente mais cheias. No entanto, há alguns paraísos mais escondidos, com paisagens incríveis e boa infraestrutura, sem contar com as deliciosas comidas que aquecem o corpo e alma. Confira oito destinos menos conhecidos para curtir o inverno.

Nova Petrópolis – Rio Grande do Sul

Se a intenção é curtir o frio, Nova Petrópolis, no Rio Grande do Sul, é o lugar. Não se assuste, pois é comum o termômetro chegar perto de zero grau, portanto capriche nos agasalhos. A colonização alemã deixou a cidade com um charme especial. Não é por acaso que Nova Petrópolis é carinhosamente conhecida como ‘Jardim da Serra Gaúcha’. Em todos os cantos há áreas verdes e flores, com uma profusão de cores, mesmo no inverno.

Jardim Praça da República, também chamada de Praça das Flores, em Nova Petrópolis, RS. Fotos de Ricardo Junior / www.ricardojuniorfotografias.com.br

Jardim Praça da República, também chamada de Praça das Flores, em Nova Petrópolis, RS.
Fotos de Ricardo Junior / www.ricardojuniorfotografias.com.br

A cultura germânica está presente em todos os cantinhos da cidade, a começar pela arquitetura, impossível não reconhecer as casas charmosas de madeira. Na gastronomia não é diferente. Aqui se comem os clássicos da cozinha alemã como joelho de porco com salada de batatas, torta de maçã, chucrute, pretzel e cervejas de ótima qualidade. É imperdível também o café colonial, servido em diversos restaurantes e confeitarias. Os bufês são fartos, oferecem várias opções de bolos, tortas, pães, sucos, cafés e chás, agradando a todos.

A Aldeia do Imigrante é um parque temático que reproduz uma vila de colonos alemães do século de 19. Muito lagos, araucárias, jardins e também apresentações de grupos folclóricos esperam o visitante.

Casinha típica da Colônia Alemã no Parque Aldeia do Imigrante, em Nova Petrópolis, RS. Fotos de Ricardo Junior / www.ricardojuniorfotografias.com.br

Casinha típica da Colônia Alemã no Parque Aldeia do Imigrante, em Nova Petrópolis, RS.
Fotos de Ricardo Junior / www.ricardojuniorfotografias.com.br

Nova Petrópolis também é ótima para comprar artigos em lã e tricô nas várias lojas espalhadas pela Avenida 15 de Novembro.

Os mais destemidos podem encarar um salto de paraglider nas rampas do mirante Ninho das Águias, a 720 metros de altura. Quem dispensa o esporte radical, se diverte apreciando o visual inesquecível que se estende do Vale do Caí até a cidade de Caxias do Sul.

Nova Petrópolis fica a 35 quilômetros de Caxias do Sul e Gramado e a 100 quilômetros de Porto Alegre.

São Joaquim – Santa Catarina

O município de São Joaquim sempre vira manchete na imprensa durante o inverno. A cidade mais fria do Brasil costuma atingir graus negativos e a neve torna-se um espetáculo para os turistas. O município esta localizado a 1.360 metros de altitude na Serra Catarinense, o que lhe confere ar puro e de excelente qualidade.

A alta temporada aqui é no inverno, então é importante se programar e reservar quartos com antecedência. A rede hoteleira consegue atender à demanda, mas não é bom arriscar. Depois, é só curtir um bom jantar em volta da lareira, visitar as vinícolas da região e passear pelos lagos e cachoeiras, que se congelam no auge do frio.

Não só de baixas temperaturas vive São Joaquim. As maçãs da cidade são consideradas as melhores do país, que se transformam em iguarias deliciosas. Uma boa dica é passear no Vale da Neve, um parque com várias trilhas pela floresta, tirolesa, arvorismo e muro de escalada.

São Joaquim está a 228 quilômetros da capital Florianópolis.

Cunha – São Paulo

O turismo de massa ainda não descobriu uma pequena cidade localizada no interior de São Paulo, entre as serras do Mar e da Bocaina. O município de Cunha é um achado dos mais agradáveis. Pousadas charmosas, meio ambiente exuberante, gastronomia diversificada e muita arte tornam a viagem à Cunha bem especial.

Para espantar o frio durante o dia, vale a pena desbravar a Mata Atlântica que envolve a região em um dos parques cheios de trilhas, rios e cachoeiras. Vá de bicicleta ou a pé. O mirante no Pico da Macela, a 1.846 metros de altitude, premia quem enfrenta os 2 km de subida com um visual de tirar o fôlego. Estão ali a Serra da Mantiqueira, o mar, Angra dos Reis, Ilha Grande e Paraty.

À noite basta escolher o que deseja comer e se deliciar. A diversidade gastronômica agrada os visitantes. Vale lembrar que Cunha é o maior produtor de Pinhão de São Paulo, portanto não faltam opções com este ingrediente típico.

Cunha faz parte do circuito da Estrada Real, por ter sido ponto de parada dos tropeiros que transportavam ouro de Minas Gerais a Paraty, no período colonial. Há muitas construções de época que registram seu passado.

A arte também faz parte da vida da cidade, especialmente em relação à cerâmica. Vários artistas vivem ali e fizeram de Cunha um importante polo ceramista, com diversos ateliês abertos à visitação.

Cunha está a 241 quilômetros de São Paulo.

Lavras Novas – Minas Gerais

A pequena Lavras Novas é destino certo para mineiros, paulistas e cariocas. O vilarejo com pouco mais de 1.500 habitantes, está encravado nas montanhas. As casinhas antigas e coloridas espalhadas pelas poucas ruas compõem o cenário charmoso para o inverno. Lavras Novas é distrito de Ouro Preto e recebe muitos turistas que adoram aproveitar o clima frio, em meio a belas paisagens e saboreando as delícias da culinária mineira.

Durante o dia são muitas as opções em Lavras Novas. Aproveitar o sol em um dos bares ao ar livre, ouvindo boa música atrai os que preferem relaxar. Para os mais animados, há várias cachoeiras para serem exploradas, além de trilhas, mirantes, passeios a cavalo, bicicleta e quadriciclo. À noite, é preciso se agasalhar bem e enfrentar a neblina para tomar vinho ou a tradicional cachaça mineira em um restaurante. Não faltam opções de pratos típicos feitos no fogão à lenha.

Lavras Novas possui boa infraestrutura de pousadas de qualidade e casas de aluguel, mas nos feriados, férias e no inverno é necessário reservar com antecedência.

O vilarejo está a 135 quilômetros da capital Belo Horizonte e a 18 quilômetros de Ouro Preto.

Prudentópolis – Paraná

A conexão Brasil-Ucrânia está em Prudentópolis, interior do Paraná. A imigração ucraniana começou em 1896 e deixou sua marca na cultura do povo local, sendo que 70% da população descende dos colonos. A comida típica é uma das atrações da cidade, com destaque para os pastéis de batata com nata e a sopa de beterraba.

A natureza e o meio ambiente são as grandes atrações de Prudentópolis. Considerada a Terra das Cachoeiras Gigantes, Prudentópolis tem belas quedas, algumas com mais de 100 metros. Destaque para a do Salto do São Francisco, que possui 196 metros de queda, com volume de água impressionante, e para o Salto São João, procurada para prática de rapel e canyoning. Para os ecoturistas, a cidade é um prato cheio.

Salto São João, em meio a natureza exuberante de Prudentópolis, PR.  Foto de Thaisy Sluszz / www.guiaviagensbrasil.com.br

Salto São João, em meio a natureza exuberante de Prudentópolis, PR.
Foto de Thaisy Sluszz / www.guiaviagensbrasil.com.br

Prudentópolis possui uma boa rede hoteleira, que atende bem seus visitantes, assim como os restaurantes e cafés.

Prudentópolis está a 203 quilômetros da capital Curitiba.

Teresópolis – Rio de Janeiro

Localizada na região serrana do Rio de Janeiro, Teresópolis, agrada quem vai em busca de romance, boa comida ou aventura. O aconchego fica por conta dos hotéis e pousadas elegantes, especialistas em acolher bem o turista. Os restaurantes garantem uma grande diversidade gastronômica, especialmente no inverno, com boas opções de fondues, sopas, caldos e massas.

Mirante Parque Nacional da Serra dos Órgãos de onde se observa o famoso pico Dedo de Deus. Foto Luciana Whitaker / Banco de Imagens.

Mirante Parque Nacional da Serra dos Órgãos de onde se observa o famoso pico Dedo de Deus.
Foto Luciana Whitaker / Banco de Imagens.

Cercada de belos e importantes parques ecológicos, Teresópolis é referência em esportes na natureza. Mesmo para quem quer apenas contemplar o meio ambiente, a visita ao Parque Nacional da Serra dos Órgãos é imperdível. Lá estão o pico Dedo de Deus, com 1.692 metros de altitude e a Pedra do Sino, considerada o ponto mais alto relação a Serra do Mar. Sem contar com cachoeiras, animais silvestres e ótimos espaços para um bucólico piquenique. O Mirante do Soberbo reúne todo esse visual, além de uma parte da Baía da Guanabara e Niterói.

No quesito compras, para quem prefere os passeios urbanos, a Feirinha do Alto oferece opções de roupas de lã, peças de decoração e boa comida caseira.

Para os amantes do esporte, uma passadinha pela Granja Comary é obrigatória. É lá que costuma se hospedar a Seleção Brasileira de Futebol em épocas de treinos no país.

Teresópolis está a 80 quilômetros da cidade do Rio de Janeiro.

Garanhuns – Pernambuco

Aproveitar o inverno no agreste de Pernambuco? Sim, vá a Garanhuns e comprove. E não se esqueça de levar casacos, pois a temperatura costuma descer a 10 graus. Isso se deve à sua localização, a 896 metros acima do mar e sobre sete colinas.

A paisagem de Garanhuns é típica montanhas e conta ainda com o fato de ter uma reserva hidromineral, que atrai muitos turistas à região.

O Festival de Inverno de Garanhuns é um sucesso, com grandes artistas nacionais e locais movimentando a cidade. Vale a pena conhecer o Relógio de Flores, único no nordeste, a imagem de Cristo crucificado, de 4 metros de altura, e a Igreja do Timbó, construída por escravos fugidos em 1700.

Garanhuns esta distante de Recife 230 quilômetros.

Alter do Chão – Pará

Lugar como poucos no Brasil, Alter do Chão, no Pará, vive de acordo com a maré do Rio Tapajós, que se encontra com o Rio Amazonas. Mas, você deve estar pensando: Alter do Chão é passeio de inverno? É sim! Pois o inverno é a melhor época para conhecer a região.

Durante a sua vazante, entre agosto e fevereiro, formam-se lindas praias e ilhotas, com areia branca e águas esverdeadas, que atrai turistas para esta vila de pescadores. No período da cheia, o rio possibilita incríveis passeios de barco por seus igarapés. Vale a pena conhecer a Floresta Nacional do Tapajós e fazer compras nos centros de artesanato, como o Centro de Preservação da Arte e Cultura Indígena.

Em qualquer época, é obrigatório provar as delícias da culinária baseada nos peixes de água doce, sempre frescos. Surubim, tambaqui, tucunaré e pirarucu viram deliciosas iguarias. Açaí e castanha também fazem parte do cardápio.

O jornal inglês The Guardian elegeu Alter do Chão como uma das 10 mais belas praias do Brasil. Conheça e confira se é verdade.

O distrito pertence à Santarém, segunda maior cidade do Pará, a 35 quilômetros de distância da capital.

Por Guia Viagens Brasil Texto: Fotos:  28 de junho de 2015

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