CAVERNAS DO PETAR: o que saber antes de ir e o que fazer lá

Localizado no estado de São Paulo quase na divisa com o estado do Paraná o Parque Estadual Turístico do Alto Ribeira (PETAR) tem mais de 300 cavernas e muitas cachoeiras, uma paisagem única na região e de tirar o fôlego de qualquer ecoturista!

Você sabia que o PETAR é tombado Patrimônio Natural da Humanidade pela UNESCO e abriga a maior área de Mata Atlântica preservada do Brasil? Pois é, um parque único e ainda não muito conhecido pela maioria dos brasileiros!

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Então, se você está planejando uma viagem repleta de contato com a natureza, se banhando em cachoeiras e conhecendo lindas cavernas, continue lendo que nós temos todas as dicas sobre o que fazer e saber antes de se aventurar no PETAR.

Como Chegar no PETAR?

O parque fica entre as cidades de Iporanga e Apiaí e, para se aventurar até lá, partindo de São Paulo você irá dirigir cerca de 320 km pela Rodovia Régis Bittencourt ou pela Castelo Branco. E, a partir de Curitiba são apenas 185 km.

Grande parte do trajeto é duplicado, então a viagem é tranquila. Apenas após o município de Jacupiranga a estrada é de mão única – então atenção, principalmente pela possibilidade de ter animais na pista e cruzando a rodovia.

O Rio Ribeira de Iguape deixa o percurso lindo, pois acompanha a rota e convida o visitante para aquelas paradas para fotos e para apreciar a paisagem.

Se você vai de ônibus, a melhor forma de chegar é ir até Apiaí e de lá pegar um outro ônibus até Iporanga, descendo no Bairro da Serra a 16 km do município, que é o local com mais opções de hospedagens e agências para visitar o parque. A empresa que faz o trajeto é a Princesa dos Campos, porém são poucos dias na semana e apenas em alguns horários. O melhor é perguntar à hospedagem ou mesmo à agência de viagem antes de ir.

As Visitas ao Parque

O Parque Estadual Turístico do Alto Ribeira é dividido em quatro núcleos:

  1. Santana (Iporanga)
  2. Ouro Grosso (Iporanga)
  3. Casa de Pedra (Iporanga)
  4. Caboclos (Apiaí)

Apesar de ter mais de 300 cavernas, apenas 12 são abertas para visitação ao público em geral.

E para que você possa passear pelas cavernas e entrar nos núcleos será necessário contratar um Monitor Ambiental Credenciado! Além disso, há um ingresso pago por pessoa. 

Portanto, é importante planejar quantos dias você vai ficar na região e calcular o valor final do guia + ingresso, e analisar se vale a pena contratar o serviço de uma agência – há várias nas cidades que oferecem passeios com tudo incluído.

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As cavernas possuem um limite de visitantes por dia. Assim, formam-se grupos, em geral, de 8 pessoas por guia, que visitam a caverna em intervalos de 30 minutos. Sendo assim, fique atento a finais de semana e feriados, que são dias de muito movimento e o ideal é chegar cedo ou agendar o passeio.

E fique atento às normas:

  • o acompanhamento do Monitor Ambiental Local é obrigatório em todas as cavernas e atrativos;
  • é obrigatório o uso de calça, camiseta com mangas normais e tênis – não é permitido blusinhas, camisetas regatas, chinelos ou sandálias;
  • é obrigatório o uso de equipamentos de segurança como lanternas e capacetes, que são fornecidos pelas agências ou pelos monitores.

Atenção também que no PETAR e na maioria dos estabelecimentos do Bairro da Serra é aceito apenas dinheiro (não são aceitos cartões), portanto, vá preparado!

O Que Fazer no PETAR

Como dissemos, são apenas 12 as cavernas abertas a visitação. Cada uma possui uma beleza diferente e uma peculiariedade, bem como uma dificuldade para ser acessada por trilha.Mas, além das cavernas, há alguns atrativos bem interessantes.

Vamos dividir as atrações pelos núcleos, assim fica mais fácil você verificar os pontos que não podem ficar de fora da sua programação.

Núcleo Santana

Esse núcleo é o mais conhecido e o mais visitado no PETAR, pois está próximo ao Bairro da Serra e tem as trilhas mais fáceis.

Nele estão as cavernas: de Santana, do Morro Preto, do Couto, da Água Suja e do Cafezal, além das cachoeiras do Couto, das Andorinhas e do Betarizinho.

Caverna de Santana

Esta é a caverna considerada como a mais bonita do PETAR, por isso, ela não pode de forma alguma ficar de fora do seu roteiro. É também a maior caverna de São Paulo, com mais de 8 km de extensão.

Ela fica logo na entrada do núcleo (5 minutos de caminhada), sendo um excelente lugar para ir com a família toda, pois as passarelas de pedras e pontes de madeira garantem uma facilidade maior de caminhar. O passeio pelo seu interior revela belezas magníficas, como o Salão de São Jorge, o Buraco do Segredo, a Pata do Elefante e a Cabeça do Cavalo.

São 800 metros visitados em um tour de 2 horas de caminhada interna à caverna.

Caverno do Morro Preto

Para chegar a essa caverna são 15 minutos de caminhada na área externa e a visita interna dura cerca de 1 hora, onde a maior atração é o mirante para o parque.

Caverna da Água Suja

Outra caverna belíssima, com salões enormes e um diferencial: ela é cortada por um rio e tem uma cachoeira interna onde se pode banhar-se na total escuridão!

Para chegar até a caverna são 40 minutos de caminhada pela Trilha do Rio Betari e mais 2 horas de tour interno.

Caverna do Couto

A caverna do Couto tem cerca de 600 metros e recebe as águas da serra da Onça Parda, tornando-se um canal de passagem com ligação até a Caverna do Morro Preto.

O passeio pela caverna do Couto é fácil, com 1 hora de caminhada interna. Quem quiser algo mais radical pode fazer a Travessia do Aborto, que segue da caverna do Couto até o Morro Preto, sempre acompanhado de guia!

Boia Cross pelo Rio Betari

Se você quer um pouco de aventura e um passeio muito divertido, o Boia Cross é a perfeita união desses itens.

Com uma boia (que é uma câmaras de pneus de caminhão) e equipamentos de segurança, você irá descer um trecho de 2 km do rio Betari no sentido da correnteza, com muita diversão. Há também quem prefira ir deitado, bem acomodado, só curtindo o trajeto.

No núcleo Santana há ainda atividades como o escalada, rapel, cascading, tirolesa e o espeleo profissional, para aqueles que vão descobrir novos salões e lugares nas cavernas.

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Núcleo Ouro Grosso

Caverna do Alambari de Baixo

Se você gosta de um passeio com emoção, a Caverna do Alambari de Baixo é ideal, pois lá, dependendo da época que você visitar, poderá caminhar com as águas no rio Alambari que fica dentro da caverna pela cintura! Experiência inesquecível!

Para ter acesso a essa caverna você precisará fazer uma trilha de cerca de 40 minutos de caminhada, totalmente cercada por Mata Atlântica, e mais 2 horas de tour interno.

Caverna do Ouro Grosso

A emoção de visitar a caverna do Ouro Grosso é passar pelos 200 metros de sequência de cachoeiras (algumas com ajuda de cordas) e mergulhar nos vários poços com águas profundas.

Mas aqui vai um aviso: se você tem medo de aranhas ou é claustrofóbico não se aventure nessa caverna! Na entrada você irá perceber a presença das aranhas, além do trecho ser muito estreito.

Para os destemidos, a experiência de caminhar nas cachoeiras de águas geladas é especial!

A caminhada até sua entrada é fácil, de apenas 15 minutos, porém a parte interna da caverna é difícil e demora 2 horas, sempre na água.

No núcleo Ouro Grosso é possível ainda fazer a Trilha da Figueira, de apenas 200 metros e é autoguiada por sinalização. Fácil e agradável caminhada por entre a mata preservada.

Núcleo Casa de Pedra

Trilha até o Portico da Caverna Casa de Pedra

A Carverna Casa de Pedra tem o maior pórtico do mundo, registrado inclusive no Guinness Book! São cerca de 215 metros de altura, visíveis de longe, e é um dos cartões-postais do PETAR.

A visita ao seu interior não é permitida, mas há uma trilha até seu pórtico de cerca de 3 horas de caminhada (sempre com guia). É o único núcleo que não se paga para entrar.

Núcleo Caboclos

Esse núcleo é o único do PETAR com espaço interno de camping, pago a parte e necessário reserva.

Caverna Teminina

Com um visual diferente e exótico, essa caverna tem acesso bem difícil (2 horas de caminhada em área íngreme e alguns trechos bem escorregadios), mas é, sem dúvidas, um passeio recompensador.

O cenário conta com um rio de águas cristalinas, enormes salões de 50 metros de altura, onde um deles abriga uma formação incrível que verte água do teto, o famoso Chuveirinho, pois parece realmente um chuveiro.

Trilha do Maximiano

É uma trilha de nível médio que dá acesso às cachoeiras Maximiano e Sete Reis. A partir desta última a caminhada é rio acima, mas o esforço compensa chegando a quedas d’água de 6 metros e piscinas naturais deliciosas.

Melhor Época para Visitar

O melhor período para visitar o PETAR é entre abril e novembro, quando o clima costuma estar ameno e sem tantas chuvas – o que não prejudica a visitação e permite banhos refrescantes nas cachoeiras.

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E então? Gostou das dicas para conhecer o PETAR e todas as belezas naturais das suas cavernas? Saiba que é possível fazer uma viagem de um final de semana e aproveitar muito um dos núcleos, ou planejar a semana toda e conhecer muitas cavernas incríveis!

Tem alguma dica para outros viajantes curtirem as cavernas e as atrações do PETAR? Deixe seu comentário!

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Por Guia Viagens Brasil Texto: Thaisy Sluszz Fotos:  Ricardo Junior 15 de fevereiro de 2019