CHAPADA DIAMANTINA: o que saber antes de ir e o que fazer

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Que tal viajar por 41 km² de serras, trilhas, cachoeiras, piscinas naturais, grutas e o melhor que o meio ambiente tem a oferecer? Isso é a Chapada Diamantina, na Bahia, destino que já entrou na lista de desejos de qualquer turista que goste de contato com a natureza e de um pouco de aventura no interior do Nordeste. E é a prova definitiva de que há mais do que o litoral e suas praias para quem viaja ao estado.

O centro da região fica a aproximadamente 400 km, ou cinco horas de carro de Salvador. Ela é composta por 24 municípios, com destaque para Lençóis, Vale do Capão, Mucugê, Andaraí, Igatu, Ibicoara, Palmeiras, Piatã e Rio de Contas – que são os mais usados como base para os aventureiros que vão para a Chapada, principalmente Lençóis. A maior parte dos passeios exige guia, mas é possível visitar a maior parte dos lugares por conta própria para quem está de carro.

O local faz parte do Parque Nacional da Chapada Diamantina, administrado pelo Instituto Chico Mendes, e é um prato cheio para a preservação da natureza e da biodiversidade. O turista pode praticar diversos esportes de aventura – como stand up paddle, caiaque, flutuação, mergulho, trekking, tirolesa, arvorismo e rappel, e ainda conhecer melhor a deslumbrante fauna e flora da Bahia. Ah, e lembrar que o Brasil tem muita coisa bonita a oferecer.

Então faça as malas e use as nossas dicas para a sua viagem!

Como chegar a Chapada Diamantina

Existem três aeroportos mais próximos para quem pretende voar até a Chapada Diamantina. A maneira mais popular é descer em Salvador, no Aeroporto Internacional Deputado Luís Eduardo Magalhães, e alugar um carro ou pegar um ônibus até Lençóis, Vale do Capão, Palmeiras, Andaraí, Igatu ou Ibicoara – em geral, costuma-se escolher a primeira, que fica no norte do Parque. Da Rodoviária da capital existem empresas que fazem o serviço sem maiores problemas para o turista.

Outra opção é pegar um avião até Vitória da Conquista no Aeroporto Pedro Otacílio Figueiredo, que fica 200 km ao sul da Chapada – de lá, o ideal é ir de ônibus ou carro até Ibicoara. Ainda há a possibilidade de desembarcar em Lençóis, no Aeroporto Horácio de Matos, e já chegar pertinho do destino final. Mas, como era de se esperar, ir até a capital oferece maior número de voos e companhias, barateando o custo.

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De carro, a partir de Salvador, o ideal é pegar as estradas federais BR 324, BR 116 e BR 242 até lá. Já vindo de Vitória da Conquista, as rodovias estaduais BA 407 e BA 142 levam ao destino.

Quando ir e o que levar

É preciso sempre ficar atento à melhor época para viajar para a Chapada. Entre abril e outubro é o período de seca, que garante as trilhas mais seguras e a mata mais verde, mas também deixa as cachoeiras um pouco menos cheias. Já de novembro a março chove mais, embora não tanto. Com isso, aumenta o volume das quedas d’água, mas com trilhas ligeiramente molhadas. Para quem gosta de festejar, em junho rolam muitas festas juninas nas cidades ao redor. Em setembro, o Festival do Jazz do Capão. E em outubro, o Festival de Lençóis, sempre com shows de importantes nomes da música brasileira.

Na hora de arrumar as malas, é melhor não esquecer que você está indo para o meio do mato. Pois é, então muito repelente e roupas confortáveis para fazer as trilhas, especialmente os tênis ou botas de caminhada. Um casaco pode ser bem vindo, já que dependendo da época a temperatura costuma cair na noite. Roupa de banho para os rios e cachoeiras e protetor solar para não se queimar… e pronto! Ah, e uma câmera de qualidade pode fazer a diferença na hora de tirar aquela foto maravilhosa com a paisagem da Chapada ao fundo.

O que fazer na Chapada Diamantina

Bem perto à cidade de Lençóis fica a Cachoeira do Mosquito, o que já permite ao turista contemplar uma das principais belezas da Chapada. Além da queda d’água em si o local ainda possui três sítios arqueológicos com pinturas milenares. Ainda por lá, que tal encerrar o dia aproveitando o belíssimo por do sol do Morro do Pai Inácio? É o maior cartão-postal da região e de lá chega-se a uma vista panorâmica para os arredores – incluindo todas as serras e morros próximos, e isso com apenas 20 minutos caminhando na subida.

Já fizemos um Roteiro de 3, 5 e 7 dias pela Chapada Diamantina. Leia também!

Outra boa opção para quem se baseia em Lençóis é a Gruta da Pratinha. Em seu lago, não falta aventura para quem gosta de se arriscar: tirolesa, mergulho e caiaque são as principais atrações, mas ainda é possível apenas fazer a flutuação para se divertir por lá – em sua água azul transparente deslumbrante. A Gruta da Lapa Doce também não fica longe, com suas formações de calcário e muitas estalactites e estalagmites formando uma paisagem incomparável. O tobogã natural em Ribeirão do Meio é outro passeio que vale a visita.

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A Gruta Torrinha também não deve ficar fora do roteiro de ninguém. São três percursos dentro dela, e é necessária a presença de um guia para ajudar os turistas a se encontrar no interior. Após se apertar e passar pelos blocos de pedra, os grandes salões da caverna apresentam incríveis formações e estalactites de mais de 60 metros.

Não muito longe dali fica o Vale do Capão, e por lá a Cachoeira da Fumaça é um dos pontos turísticos mais procurados. Após uma trilha de 6 km, em que você pode observar a incrível fauna e flora da região, chega-se no local, que está quase 1500 metros acima do nível do mar. A cascata em si tem 340 metros de altura e não é difícil formar arco-íris por lá, garantindo um visual ainda mais bonito para quem se aventura. No retorno, a melhor pedida é parar na Cachoeira do Riachinho e se banhar na piscina natural que ela forma para recuperar as energias do passeio.

Mais dicas do que fazer na Chapada Diamantina!

Já a parte sul da Chapada Diamantina oferece outro point dos mais famosos entre os turistas: a Cachoeira do Buracão. Partindo de Lençóis, são 110 km de estrada até Ibicoara. A queda d’água de 80 metros de altura é formada através de um enorme buraco no meio da formação rochosa, daí seu nome, com uma bela vista de cima para quem chega lá. Dentro dele, é possível nadar e mergulhar no lago.

Em Itaetê fica o Poço Encantado, outra cachoeira exuberante da Chapada. Nele, é possível ver as estalactites e estalagmites dentro da caverna antes de chegar no inacreditável lago de águas transparentes e, quando atingidas pelo sol, ainda mais azuladas – mas não é permitido nadar. Já o Poço Azul possui 16 metros de profundidade e é perfeito para flutuação e mergulho. E mais, contém esqueletos completos de preguiças gigantes de até 10 milhões de anos de idade.

Quem gosta de natureza, trilhas, cachoeiras e grutas não sai decepcionado da Chapada. Além desses, ainda existem muitas outras alternativas na região para curtir aventuras semelhantes. Como a Gruta Azul, o Poço do Diabo e a Cachoeira do Sossego, entre tantos mais.

Mas o turismo histórico e cultural também está presente: a cidade de Mucugê, por exemplo, reserva uma volta ao passado com sua arquitetura e o Cemitério de Santa Izabel no estilo bizantino. Já em Igatu existem ruínas da Cidade de Pedras, o bairro ‘fantasma’ Luís dos Santos e o Museu de Arte e Memória para lembrar os tempos do garimpo na Bahia. A própria Lençóis, base mais procurada para quem viaja para a região, tem suas ruelas de pedra e um passeio por lá sempre vale a pena.

Mais lazer

A rotina de quem visita a Chapada Diamantina costuma ser os passeios durante o dia e a parada na cidade base já de noite, mas cansados de muitas trilhas e caminhadas. Por isso, não há muita vida noturna nos municípios da região. Lençóis é o maior point, com seus bares e restaurantes instalados em casarões antigos.Também existem alambiques locais para aqueles que apreciam uma boa cachaça.

E não se esqueça dos festivais de temporada que falamos, para escolher bem a época do ano que prefere ir e curtir um clima mais agitado na noite da cidade em que parar.

A gastronomia jamais deixa a desejar, com a boa comida baiana sendo servida em todos os lugares e os pratos típicos dominando a maioria das cidades locais – principalmente Lençóis, Andaraí, Palmeiras e Mucugê. Mas seja onde for, sentar para comer e beber após um dia de extremo contato com a natureza é sempre a melhor opção para relaxar e se preparar para mais aventuras na manhã seguinte. E isso não falta em toda a Chapada Diamantina.

***
Agora é só aprontar as malas e partir! Encontramos você em alguma trilha da chapada.

Por Guia Viagens Brasil Texto: Fotos:  27 de outubro de 2017

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