Roteiro de 3, 5 e 7 dias pela Chapada Diamantina

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Conhecer o Nordeste tem toda uma peculiaridade. Depois de publicarmos um guia de 3, 5 e 7 dias pelo Sul da Bahia, pensamos em repetir a dose, já que há um pouco mais para se conhecer nessa região. Saindo um pouco do litoral, chegamos ao extremo Sul do estado, onde está localizado um dos parques nacionais de maior importância do Brasil: a Chapada Diamantina.

Dessa vez, passearemos por algumas localidades como Mucugê, Ibicoara, Lençóis entre outros pequenos municípios que abrangem o parque. Montamos um roteiro também de 3, 5 e 7 dias pelo extremo Sul da Bahia para você conseguir explorar essa região da melhor forma possível. Aproveite!

Roteiro de 3 dias pela Chapada Diamantina

Nestes primeiros três dias passearemos pelas grutas de Lençóis e redondezas, circularemos pelo Morro do Pai Inácio, algumas cachoeiras e o Poço do Diabo. Veja o que vai encontrar em cada um desses lugares.

Dia 1 – Circulando pelas Grutas de Lençóis e Morro do Pai Inácio

Para o seu primeiro dia separamos um passeio mais leve, circulando por algumas grutas e terminando o dia em uma trilha pelo Morro do Pai Inácio, um dos principais do parque. Indicamos que você comece o seu passeio logo de manhã cedo, pois poderá passear por todos os pontos sem pressa, aproveitando cada um deles.

Comece pela Gruta da Lapa Doce, considerada a maior de todo o país. Ela tem 17 quilômetros ao todo, mas apenas 800 metros são exploráveis. Para conhecer a gruta calmamente, você gastará no máximo duas horas. Há cobrança de taxa para entrada e é preciso seguir o trajeto com um guia credenciado do parque.

Do lado você encontra a Gruta da Torrinha, que é bem menor, mas também muito bonita. Como você está aqui pertinho, vale a pena fazer uma parada. Ela fica dentro de uma propriedade particular e você encontrará formações geográficas muito bonitas. Dá para gastar também cerca de 1 hora por aqui. Há cobrança de taxa para entrada.

Siga até a piscina natural de Pratinha, onde você pode dar aquele mergulho e descansar um pouco até a próxima parada. Aqui dá para fazer alguns passeios, como Tirolesa e Flutuação. Esse último é uma espécie de mergulho onde é possível nadar por 170 metros dentro de uma caverna local totalmente sem luz, a Gruta Azul. Todo o equipamento é dado pela empresa que vende o passeio.

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Após aproveitar a manhã e o início da tarde pelas grutas, indicamos enfrentar uma pequena trilha pelo Morro do Pai Inácio. Você levará cerca de 20 minutos para chegar até o topo e tem até as 17 horas para fazer isso. Indicamos que você chegue ao alto antes do pôr do sol para aproveitar esse espetáculo do pico.

Dia 2 – Aproveitando a Cachoeira do Mosquito e o Poço do Diabo

Indicamos aproveitar a primeira cachoeira dessa viagem no seu segundo dia. A Cachoeira do Mosquito fica entre um cânion, mas o acesso é bem simples. A trilha de acesso tem seis quilômetros, mas você consegue seguir uma boa parte do trajeto de carro. Há empresas que fazem esse circuito, mas dependendo da época da sua viagem é sempre bom marcar a corrida com antecedência. A descida até a cachoeira pede uma caminhada de 3 quilômetros, feita sem nenhuma dificuldade.

O Poço do Diabo fica no Rio Mucugezinho, em uma das suas quedas d’águas, que dá para mergulhar e se refrescar bastante. Para chegar até aqui você precisa passar por uma trilha com descida um pouco íngreme, mas bem fácil de enfrentar. Ela percorre todo o rio e fica na parte mais profunda, chegando até 6 metros. Como não há equipes de salva-vidas no local, é importante prestar bastante atenção para evitar acidentes.

Dia 3 – Vale do Capão e Cachoeira da Fumaça

No último dia dessa primeira etapa da sua viagem vamos levar você até dois pontos bem charmosos e conhecidos de toda a Chapada Diamantina. Pela manhã aproveite para visitar a cidade mais típica dessa região. O Vale do Capão ganhou notoriedade pelo seu pastel de jaca, muito típico daqui, além do açaí puro. A combinação dá uma refeição bem nutrida e dará força para as suas próximas trilhas.

Saindo do centro do Vale do Capão, é preciso fazer uma caminhada de 2 quilômetros até a entrada da estrada da cachoeira da Fumaça. Você pode chegar até aqui de carros locais, caso não queira caminhar. A Cachoeira da Fumaça é considerada a mais alta do Brasil, com 380 metros de altura. Para chegar ao topo você precisa encarar uma trilha com 6 quilômetros de extensão, sendo 1,5 quilômetros de subida mais íngreme.

Apesar de existirem serviços de guia sendo vendidos no Vale do Capão, a trilha até a Cachoeira da Fumaça é muito bem sinalizada e esse pagamento passa a ser opcional.

Roteiro de 5 dias pela Chapada Diamantina

Nos dois próximos dias escolhemos para você apenas passeios por duas cachoeiras: a Cachoeira da Fumacinha e a Cachoeira do Buracão. Para as duas será necessário um dia inteiro devido as trilhas que o levarão por longas caminhadas, mas que super valem a pena.

Dia 4 – Cachoeira da Fumacinha

Você tem a opção de chegar até a Cachoeira da Fumacinha por cima ou por baixo. Se optar por ir por cima, você encarará uma caminhada de 7 quilômetros e por baixo, são 11 quilômetros de trilha. Caso queira enfrentar os dois caminhos, pode ir por um e voltar por outro. A trilha não é complexa, mas em algumas partes há subidas que exigirão mais esforço físico.

Você também encontra serviços de guia sendo vendidos para esse caminho, mas há sinalização por todo o trajeto, que permite você chegar na Cachoeira da Fumacinha. Outra dica muito boa sobre o passeio é partir da cidade de Ibicoara, onde também dá para aproveitar um pouco o centro histórico e observar as inúmeras casas coloniais.

Você está conferindo uma sugestão de roteiro de 3, 5 e 7 dias pela Chapada Diamantina. Se está gostando das dicas, compartilhe no seu Facebook, ou tuíte, e convide os amigos!

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Dia 5 – Cachoeira do Buracão

Outra cachoeira de grande destaque em todo o Parque Nacional da Chapada Diamantina é a do Buracão. Você facilmente passará um dia inteiro aproveitando essas águas e a trilha para chegada e partida dessa atração. Ela recebe esse nome porque fica no meio de um imenso cânion, o que parece um imenso buraco de verdade.

Para quem adora vistas incríveis, vai se apaixonar completamente pela Cachoeira do Buracão. Você pode subir 3 quilômetros pelo cânion e aproveitar um dos pores de sol mais bonitos de toda a Chapada Diamantina.

Nos meses de seca, quando as chuvas se tornam mais escassas, as águas da Cachoeira do Buracão ficam baixas e, podem também, secar. Nos cânions que cercam essa região sempre há águas para aqueles mergulhos, mas talvez a atração não fique tão bonita.

Roteiro de 7 dias pela Chapada Diamantina

Chegamos aos dois últimos dias de passeio pelo extremo Sul da Bahia. Em um dia, indicamos o Poço Azul e o Poço Encantado, os dois mais conhecidos da Chapada Diamantina. Para seu último dia de viagem, um passeio pelo Pantanal dos Marimbus é a melhor opção.

Dia 6 – Um tour pelos poços da Chapada Diamantina

No penúltimo dia pela Chapada Diamantina você aproveitará os dois mais importantes e conhecidos poços do parque. O Poço Encantado fica em Andaraí, em um caminho que pode ser alcançado por caminhada, moto ou carro. Ele tem 90 metros de comprimento e fica inteiro dentro de uma caverna. Ele recebeu esse nome porque o reflexo da luz do sol quando bate nessas águas as deixam completamente azul, como que em um encanto de verdade.

É preciso apenas tomar um pouco de cuidado, principalmente se você não sabe nadar. Existem muitas pedras de apoio em todo o poço, mas ele tem 61 metros de profundidade na sua parte mais funda. Como as águas são completamente transparentes e você enxerga o fundo, pode não perceber e afundar de verdade.

É preciso ter um guia para acessar o Poço Encantado e, em horários que não compreendem o período do dia em que a caverna é iluminada, você não poderá nadar aqui. Então se quiser aproveitar o passeio e também dar bons mergulhos, é recomendado chegar pelo Poço encantado entre 9h e 13h. É cobrada uma taxa para ter acesso à atração.

Depois que passar pelo Poço Encantado, basta voltar para a mesma estrada e siga a sinalização até a “Agropecuária Chapadão”. Depois é só continuar até o Poço Azul, onde você passará a tarde inteira. A água daqui é completamente azul, por isso o nome do poço, mas independentemente dos raios de sol, você conseguirá nadar no lugar. Por esse motivo que dá para deixar essa atração para um pouco mais tarde do seu dia.

A única desvantagem, talvez, para os visitantes do Poço Azul é que os passeios pelas águas são permitidos apenas com colete salva-vidas e um guia. Esse guia forma grupos pequenos e que ficam sobre as águas por no máximo 40 minutos. Caso você queira, pode entrar novamente, mas precisa encarar uma nova fila. Dependendo da época da sua viagem, isso acontece de forma muito simples.

Dia 7 – Pantanal dos Marimbus

Parece inacreditável, mas você encontra um pequeno pantanal em meio ao parque da Chapada Diamantina. O Pantanal dos Marimbus merece um dia inteiro de passeio e deixamos ele por último justamente por fazer você voltar para a casa completamente encantado com a Chapada Diamantina.

Faça o passeio de canoa em um pequeno rio que há no local e guarda espécie de plantas, animais aquáticos e aves que só vivem nessa região. Há empresas próprias do parque que realizam esse passeio e geralmente o valor é cobrado por pessoa e não por canoa. Os grupos são de no máximo 3 adultos por embarcação, então se você estiver em um grupo maior, vale a pena agendar todas as saídas no mesmo horário para que toda a turma possa aproveitar junto. A travessia completa dura aproximadamente 2 horas.

No final do passeio de canoa você chega em uma prainha que fica dentro do próprio pantanal e dá para aproveitar algumas horas antes de voltar. É bem tranquilo tudo por aqui e as águas são mornas e sem ondas.

Essa parte da Chapada Diamantina é bem diferente de tudo o que você já viu todos esses dias. Vale muito a pena conhecer e tirar um dia inteiro para explorar outras partes do Pantanal. Também há trilhas, lagoas e mirantes que podem ser explorados. Vá sempre com um guia.

Dicas extras para a Chapada Diamantina

Além dos passeios que citamos neste roteiro, você ainda pode incluir alguns outros, caso tenha horas disponíveis no final de cada dia. Por esse motivo, deixamos algumas dicas extras para incrementar ainda mais a sua viagem!

– Não deixe de conferir um pouco de cada pequena cidade por onde você passa. Mucugê e Vale do Capão são sempre as mais visitadas, mas nas redondezas do parque há mais vilas e pequenas comunidades que sempre valem a pena parar por algumas poucas horas.

– Caminhe! Há trajetos entre uma cidade ou outra, cachoeira ou outra, entre outras atrações que podem ser feitas de carro ou moto. Utilize, porém, as travessias caminhando. Apesar de ser um pouco mais cansativo fisicamente, você consegue aproveitar ainda mais todo o parque e conhecer pequenos vales que não entraram em seu roteiro.

– Na volta do Poço Azul, vale a pena parar e conhecer o Cemitério Gótico Bizantino. Ele fica na BA-142, bem próximo da cidade de Mucugê e vale muito a pena visitá-lo.

– Conheça também a cidade de Igatu. Ela é toda feita de pedra, com construções medievais e coloniais, muito bonitas para serem vistas.

Igatu - BA

– Você pode incluir Ribeirão do Meio e a Cachoeira do Sossego em sua viagem também. Dá para chegar aqui bem rápido se sair de Lençóis e caminhar por aproximadamente 3 quilômetros e meio. É uma atração bem conhecida e que vale a pena ver por algumas horas.

Como chegar

O Aeroporto Horácio de Matos, que fica em Lençóis, é o mais próximo do parque e por onde você pode desembarcar para essa pequena viagem de até uma semana. Infelizmente ele não recebe voos de todos os estados brasileiros, apenas de Salvador, São Paulo e Confins (Minas Gerais). Caso não tenha conexão nessas localidades, é indispensável ir para Salvador e partir da capital em um novo voo ou de ônibus.

Outro pequeno detalhe sobre esta localidade é que os voos não são regulares. Somente há poucos às quintas e domingos, assim como embarques de volta para as cidades já citadas anteriormente. Em períodos de alta estação, é comum ver voos extras nos outros dias, portanto, observar a data da sua viagem é importante.

Para quem vem de ônibus, você encontrará algumas empresas, como a Real Expresso, Viação Águia Branca, Viação Novo Horizonte, entre outras. De carro também é possível chegar no Parque Nacional da Chapada Diamantina. O acesso é feito pela BR-324 e na região de Feira de Santana, pela BR-116. Outra via de acesso é a BR-116 Sul, BA-052, BA-488 e BR-242.

Quando ir

Em qualquer época do ano é bom para visitar o Parque Nacional da Chapada Diamantina. De abril até outubro é o período de seca na região. Nesses meses não chove, o que pode secar algumas lagoas e cachoeiras. Isso também pode prejudicar alguns dos seus passeios, mas aos interessados apenas em circular pelas principais cidades, é sempre uma boa época para ir.

De novembro até março as chuvas aparecem, mas não são tão intensas. Se você vem para fazer a Trilha do Pati, indicamos visitar a Chapada Diamantina justamente nesse período. Para quem não dispensar curtir os poços principais do parque também precisa pensar na época da sua viagem. O Poço Azul, que fica em Andaraí, indicamos que visite o parque de fevereiro até início de outubro. Já o Poço Encantado, em Itaetê, pode ser visitado de abril até início de setembro.

O Festival de Lençóis é um dos mais importantes para os amantes da música popular brasileira. Uma mistura de música, cultura e história muda a programação da cidade e traz turistas de todas as partes do Brasil. Ele acontece sempre no mês de agosto, o que é importante para quem deseja curtir ou fugir do festival. É também uma época onde as hospedagens ficam mais caras e a cidade fica mais cheia.

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Por Guia Viagens Brasil Texto: Fotos:  21 de novembro de 2016

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