Guaraqueçaba

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A cidade de Guaraqueçaba foi habitada até a primeira metade do século XVI apenas pelos povos indígenas que estavam distribuídos pela baía do litoral paranaense, mas, principalmente no entorno da ilha do Superagüi. Entre os povos indígenas da região destacavam-se as grandes tribos tupiniquins e, mais ao sul dos carijós que tinham uma grande habilidade para descer a serra do mar pelo caminho de Peabiru. Segundo contam os historiadores era por este mesmo caminho que os Incas se comunicavam com os povos localizados no litoral paranaense e catarinense.

Os carijós eram a grande maioria na região e suas tribos iam da barra da Cananéia (localidade no estado de São Paulo e que faz divisa com Guaraqueçaba) até o litoral gaúcho, sendo que existem fortes registros históricos que estimam a existência de 6 a 8 mil índios carijós somente no estado do Paraná, no início do século XVI. Nesta região eles desenvolveram atividades de lavoura e pesca, sendo esta segundo a principal. Além disso, os povos carijós incluíam em suas atividades a caça, a coleta de ostras, mexilhões e caranguejos.

Ainda hoje é possível encontrar em Guaraqueçaba vários sambaquis (depósito naturais de cascas de ostras e conchas que são vestígios dos povos carijós) em excelente estado de conservação.

Porém, foi após o descobrimento do Brasil que a história de Guaraqueçaba realmente começa a ganhar força, pois a partir de 1532 partiram diversas expedições exploratórias da nova cidade de São Vicente com destino ao sul do Brasil. Entre as principais podemos destacar as que chegaram em Cananéia, Iguape e Paranaguá, porém fontes históricas dão conta de que foi em 1545 que os primeiros portugueses chegaram ao hoje território paraense e, mais precisamente na Ilha de Superagüi. Além disso, foi na região de Guaraqueçaba que começou os primeiros povos começaram a se instalar, principalmente, na Ilha da Cotinga entre os anos de 1550 e 1560.

Mas foi apenas em 1614, que Diogo de Unhatte que era tabelião da ouvidoria de São Vicente, obteve de Pero Cubas uma sesmaria localizada entre os rios Ararapira e Superagüi, onde hoje está localizada a cidade de Guaraqueçaba. Foi a partir deste momento que um povoamento mais efetivo começou por parte dos portugueses, visto que os que ali moravam estavam apenas interessados no ouro localizado nos rios.

Um outro grupo que se instalou às margens dos rios da região foram os bandeirantes que vieram do estado vizinho de São Paulo, porém sua permanência foi curta visto que as novas minas de ouro de Minas Gerais os atraíram rapidamente. Foi a partir deste momento que a corrida pelo ouro na região de Guaraqueçaba se encerrou e a população que ali morava se manteve através da agricultura de subsistência.

Com o crescimento da agricultura foram surgindo, por volta do século XVIII, grandes fazendas de comercialização dos produtos agrícolas, além da madeira extraída da mata atlântica. Estas fazendas cresciam graças ao trabalho escravo, sendo que, inclusive, transportavam seus produtos por canoas e pequenas embarcações até o pequeno porto de Guaraqueçaba e dali partiam para a Argentina e Paraguai.

A história mais recente da cidade começa verdadeiramente a partir de 1838, quando Cypriano Custódio de Araujo e Jorge Fernandes Corrêa, que eram proprietários de terras onde hoje efetivamente está o município construíram a Capela do Bom Jesus dos Perdões, localizada na encosta do Morro do Quitumbê.

E, foi aí, em torno da pequena capela que começaram a surgir as primeiras habitações que, em 1854, passa a ser uma freguesia e seus moradores passam a ganhar os primeiros direitos e privilégios. Porém, foi somente em 1880 que a freguesia passou a receber o predicado de Vila, a qual foi extinta em 1938 por decreto e anexada como um distrito de Paranaguá.

Guaraqueçaba voltou a ser considerada um município autônomo apenas em 1947 em decreto presidencial e onde, a partir de meados de 1950, recebeu as primeiras fábricas de palmito da região. Com o crescimento do cultivo, muitos agricultores largaram o cultivo do milho e passaram a plantar palmito em suas terras.

Porém, foi somente após a abertura da PR-405 (estrada que liga Guaraqueçaba a Antonina), em 1979, que um novo processo de ocupação da cidade começou, principalmente, pelo fato do governo federal ter liberado créditos subsidiados para quem quisesse plantar na região café, palmito e criar búfalos. Contudo, se por um lado o crescimento da cidade aconteceu, por outro, houve uma devastação seu precedentes da mata atlântica pelo fato de que os agricultores abriram suas áreas para introduzirem o búfalo.

Foi somente na década de 1980 que o governo reconheceu que errou ao estimular as atividades agrícolas e pecuárias na região sem nenhuma fiscalização e que esse fato degradou todo o ambiente da região, além de ter empobrecido a população que ali morava em favor dos novos agricultores que chegaram na cidade.

Foi a partir desta data que a região de Guaraqueçaba passou a receber os seus primeiros cuidados quanto ao meio ambiente e para preservar o que ainda sobrou foi criado o Parque Nacional do Superagüi, entre outras pequenas unidades de conservação.

Atualmente, a cidadezinha tem cerca de 8.000 moradores e está rodeada pelos parques ecológicos quem possuem, em seu interior, belíssimas paisagens e cachoeiras exuberantes. Para completar o ambiente perfeito do que passou a ser a harmoniosa vida entre homem e natureza surge, com certa frequência, principalmente pela manhã e no final da tarde, golfinhos para alegria dos turistas que são a principal fonte de arrecadação da cidade.

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