Lagoa Santa

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Antigamente, muitas pessoas vinham até o interior de Minas Gerais para se curar, banhando-se nas águas de uma lagoa. Desta crença surgiu Lagoa Santa, até com exportação das suas águas para Portugal devido às propriedades medicinais.

Mas, não só pelas águas que Lagoa Santa ficou conhecida. O pesquisador dinamarquês Peter Lund, considerado pai da paleontologia no Brasil, viveu na cidade e catalogou cerca de 120 espécies de fósseis, 94 de fauna em grutas da região e coletou mais de 14 mil peças ósseas. O bairro Lundicéia tem este nome devido ao Peter, pois foi lá que ele morou.

Dentre outras belezas naturais listadas por Lund, a mais famosa do local é a Gruta da Lapinha. Ela se destaca por possuir 40 m de desnível e 511 m de extensão, uma das maiores abertas à visitação. Dentre os diversos salões que compõem a gruta, oito são visitados e recebem os nomes dos espeleotemas que ali se formaram, como as Salas da Catarata, das Pirâmides, da Couve-Flor, dos Carneiros e Sala de Entrada, além do Salão da Catedral, Canto do Abajur e Galeria do Presépio.

Localizada em área pertencente ao Parque Estadual do Sumidouro, tem fácil acesso a partir da cidade de Lagoa Santa, que fica a 42 km de Belo Horizonte, via km 44 da MG-010 em direção a Serra do Cipó. São 13 km do centro da cidade em estrada de boa conservação até a Portaria do Parque, que dá acesso também à gruta.

As visitas são guiadas, das 09 às 16h e a entrada é paga. A gruta tem iluminação artificial e passarelas com escadarias para facilitar a observação. Na Rota das Grutas, além da Lapinha, também fazem parte a Gruta do Rei do Mato, em Sete Lagoas, e a de Maquiné, em Cordisburgo.

Dentro do Parque Estadual, pertinho da gruta, funciona o Museu Arqueológico de Lagoa Santa. Caminhar por suas salas é um passeio pela história. Inaugurado em 1972, conta com um acervo numeroso, formado por artefatos indígenas, exemplares de animais em extinção, pedras preciosas, além de esqueletos, crânios e arcadas encontrados na região. O ‘Homem da Lagoa Santa’, encontrado por Lund, ficou famoso, mas logo foi desbancado pela ossada ‘Luzia’, que atualmente é considerada a mais antiga das Américas. Ambos teriam vivido na região há aproximadamente 11 mil anos e estão expostos no Museu.

Após viajar pela história nos monumentos naturais, não deixe de ir até a Lagoa Central e percorrer seus 6 km rodeados de bares e restaurantes, parada obrigatória para saborear a deliciosa comida mineira e apreciar a tranquila paisagem da cidade. 

Saiba mais sobre a capital mineira Belo Horizonte.

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